segunda-feira, janeiro 10

" Amar outro ser humano é, talvez, a tarefa mais difícil que a nós foi confiada; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".
" A originalidade é impossível. No máximo, podemos variar muito ligeiramente o passado, dar-lhe um novo matiz, uma nova entonação."


Jorge Luís Borges - Escritor argentino

Olhar do Outro

Um intelectual americano deixa a cidade e se estabelece na montanha. O inverno chega e ele ignora a quantidade de madeira que deve cortar para se aquecer. Como saber se este ano o inverno será rigoroso? Numa cidadezinha perto, dizem que lá no topo da montanha vive, num tonel, um sábio indiano que sempre sabe o quão rigoroso será o inverno. O intelectual corta a madeira para aquecer sua família, mas, não sabendo quando parar, resolve fazer a pé este muito longo, este fatigante caminho de subida até o tonel onde vive o indiano. Ele o cumprimenta e lhe pergunta: "Amigo vidente, o inverno será duro?" O indiano olha em direção da planície onde o intelectual se estabeleceu e lhe responde: "Inverno será duro".
O intelectual retorna a sua casa e corta muita madeira. Mas eis que lhe surge uma dúvida, uma dúvida quase filosófica. Isso é suficiente? Ele pode parar? Então, ele se conforma a refazer o longo e estafante caminho que leva ao indiano. Encontra-o agachado em seu tonel e lhe pergunta: "Amigo vidente, o inverno será duro mesmo?" O indiano olha em direção à planície onde o intelectual se estabeleceu e lhe responde: "Inverno será muito duro".
O intelectual volta para sua casa e corta uma enorme quantidade de madeira. Mas a dúvida novamente o assola, a dúvida filosófica. Será o suficiente? Ele submete-se a refazer o longo e cansativo caminho que leva ao indiano. Encontra-o dormindo e o acorda: "Amigo vidente, o inverno será duro?" O indiano olha em direção à planície onde o intelectual se estabeleceu e lhe responde: "Inverno será muito duro, muito duro". Então o intelectual pergunta ao indiano: "Mas como sabes isso?" E o indiano lhe responde: "Quando  branco cortar muita madeira, inverno muito duro".
Um jornalista, ao começar a escrever um artigo sobre a arma nuclear iraniana, bate à porta de um diplomata, a fim de obter algumas informações sobre as concepções de seu país em relação ao assunto.
"Amigo diplomata, a situação é inquietante?"
"Situação muito inquietante".
"Mas como sabes disso?"
"Quando jornalista encontrar diplomata para escrever sobre o Irã, situação muito inquietante."
O diplomata pede ao jornalista para não citá-lo. O site WikiLeaks, que nos oferece todos os dias uma excelente revista de imprensa, se encarregará disso.




Ronan Pringent

terça-feira, dezembro 14

Medo

O resultado do medo em nossas vidas será a perda do nosso poder de pensar e agir com espontaneidade.
Desvendar, gradativamente, nossa "geografia interna", nosso próprio padrão de carências e medos, proporciona-nos uma base sólida de autoconfiança.
Dentre as dificuldades que envolvem a agorafobia, a mais grave é a incerteza de nosso valor pessoal e as crenças de baixa estima que possuímos, herdadas muitas vezes na infância.


Hammed

Ilusão

Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir...
É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.


Hammed

Crítica

Carmas são estruturados não somente sobre nossos feitos e atitudes, mas também sobre nossas sentenças e juízos, críticas e opiniões.
O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional.

Hammed

segunda-feira, dezembro 13

Irresponsabilidade

Somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade.
O indivíduo que não aceita a responsabilidade por seus atos e, constantemente, cria álibis e recorre a dissimulações, culpando os outros, é denominado imaturo.


Hammed