As minhas flores,
a chuva molhou.
Os meus amores,
o tempo apagou
Hoje eu fico
parado na beira do mar.
É, e eu sinto
meu tempo acabar.
Andei todos os cantos do mundo.
Senti todas as dores.
Ouviram meu grito profundo
e os meus maiores temores.
Hoje eu fico
Sentado na beira da estrada.
É, eu tenho tudo
e não tenho nada.
Meu bem, eu canto a minha saudade
Eu canto o blues da liberdade.
Adoro este poema....me identifico com ele. Amo a liberdade.
Poema de: Marcelo Nascente - do Livro: Meus Passos
segunda-feira, maio 3
Indignada
Outro dia peguei um pouco pesado ao escrever sobre hipocrisia, fui bastante irônica, mas eu estava muito indignada, e hipocrisia me deixa irada. Fiquei assim, após ter falado informalmente sobre alguns assuntos com um médico. Um dos assuntos era a síndrome de down. Meu amigo, na visão que ele tem como médico, não me entendeu muito bem, mas tudo bem, muitas vezes não nos entendemos mesmo, ele está um pouco velho, e continua com uma visão um pouco antiga(ultrapassada).
Só que a noite quando fui verificar meus e-mails, ele havia me enviado por e-mail, a matéria que vai estar na coluna que ele tem em um jornal, gente fiquei bem mais idignada. Ele conseguiu expor no texto dele toda sua hipocrisia e preconceito com relação a síndrome de down.
Por mais que eu tente, alguns comportamentos são difíceis de entender.
Infelizmente somos assim, seres imperfeitos, cheios de defeitos. Muitos, com o tempo melhoram um pouco, mudam seus pensamentos, conseguem ter uma nova visão de tudo. Outros, com o passar dos anos, apenas pioram, ficam atrelados às mesmas informações do passado....aos mesmos preconceitos.
Só que a noite quando fui verificar meus e-mails, ele havia me enviado por e-mail, a matéria que vai estar na coluna que ele tem em um jornal, gente fiquei bem mais idignada. Ele conseguiu expor no texto dele toda sua hipocrisia e preconceito com relação a síndrome de down.
Por mais que eu tente, alguns comportamentos são difíceis de entender.
Infelizmente somos assim, seres imperfeitos, cheios de defeitos. Muitos, com o tempo melhoram um pouco, mudam seus pensamentos, conseguem ter uma nova visão de tudo. Outros, com o passar dos anos, apenas pioram, ficam atrelados às mesmas informações do passado....aos mesmos preconceitos.
domingo, maio 2
Rei dos hipócritas
Você me disse que você é um cristão
Você me disse que é puro
Você me disse que iria sacrificar todas as coisas, com certeza!
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Olha-me nos olhos
Você me disse que foram colhidas
Por todas as crianças na escola
Você me disse que estava sozinho
E eu pensei que você fosse tão legal
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Rei dos hipócritas
Você não pode olhar? me olha nos olhos
Foi há tantos anos
Demorou tantos anos para você ver
Levou tantos anos para acreditar
Que você precisa apenas ser FRANCO
Precisa perder esta hipocrisia barata
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Rei dos hipócritas
Vamos lá, me olha nos olhos
Você me disse que era um cristão
Você me disse que eram puras
Mas acho que você está tão doente por dentro
Que você nunca vai encontrar uma cura.
Você me disse que é puro
Você me disse que iria sacrificar todas as coisas, com certeza!
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Olha-me nos olhos
Você me disse que foram colhidas
Por todas as crianças na escola
Você me disse que estava sozinho
E eu pensei que você fosse tão legal
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Rei dos hipócritas
Você não pode olhar? me olha nos olhos
Foi há tantos anos
Demorou tantos anos para você ver
Levou tantos anos para acreditar
Que você precisa apenas ser FRANCO
Precisa perder esta hipocrisia barata
Rei dos hipócritas
Com uma coroa de mentiras
Rei dos hipócritas
Vamos lá, me olha nos olhos
Você me disse que era um cristão
Você me disse que eram puras
Mas acho que você está tão doente por dentro
Que você nunca vai encontrar uma cura.
sexta-feira, abril 30
Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar
Frio
O mar
Por entre o corpo fraco de lutar.
Quente
O chão
Onde te estendo
E te levo a razão
Longa noite
Só o sol
Quebra o silêncio
Madrugada de cristal
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te leva ao sul.
Sangue, ardente
Fermenta e torna
Os dedos no papel
Luz, dormente
Suavemente pinto o teu rosto a pincel
Largo a espera
E sigo o sul
Perco a quimera meu anjo azul
Fica forte ser amado
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada
Eu quero a PAZ
Doutro mundo
Louca, livre, assim sou eu
E um pouco mais
E solto a minha voz
Lá do fundo
Grito mais pro teu coração
Se eu fosse um dia o teu olhar
E tu as minhas mãos também
Se eu fosse um dia respirar
O teu perfume
Iria me inebriar...
Se eu fosse um dia o teu olhar....
O mar
Por entre o corpo fraco de lutar.
Quente
O chão
Onde te estendo
E te levo a razão
Longa noite
Só o sol
Quebra o silêncio
Madrugada de cristal
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te leva ao sul.
Sangue, ardente
Fermenta e torna
Os dedos no papel
Luz, dormente
Suavemente pinto o teu rosto a pincel
Largo a espera
E sigo o sul
Perco a quimera meu anjo azul
Fica forte ser amado
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada
Eu quero a PAZ
Doutro mundo
Louca, livre, assim sou eu
E um pouco mais
E solto a minha voz
Lá do fundo
Grito mais pro teu coração
Se eu fosse um dia o teu olhar
E tu as minhas mãos também
Se eu fosse um dia respirar
O teu perfume
Iria me inebriar...
Se eu fosse um dia o teu olhar....
sexta-feira, abril 23
Suícidio
Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
Por paixão, Quím afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
Enforcou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.
Poema de Conélio Pires
Extraído do Livro: Astronautas do Além
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
Por paixão, Quím afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
Enforcou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.
Poema de Conélio Pires
Extraído do Livro: Astronautas do Além
quarta-feira, abril 21
Pintar um Rumor
Vou pintar um rumor
(O que é que vou espalhar?)
Pintar um rumor
(Veja o local é vermelho)
Eu poderia te dizer uma coisa
(Prometa que não vai dizer)
Eu poderia te dizer uma coisa
(Promessa de não vender)
É um segredo
Eu ouvi um sussurro
(O que ele disse?)
Eu ouvi um sussurro
(Faça isso ir embora)
Não acredito numa palavra do que....
(Prometa que não vai dizer)
Não repita uma palavra de que...
(Promessa de não vender).
(O que é que vou espalhar?)
Pintar um rumor
(Veja o local é vermelho)
Eu poderia te dizer uma coisa
(Prometa que não vai dizer)
Eu poderia te dizer uma coisa
(Promessa de não vender)
É um segredo
Eu ouvi um sussurro
(O que ele disse?)
Eu ouvi um sussurro
(Faça isso ir embora)
Não acredito numa palavra do que....
(Prometa que não vai dizer)
Não repita uma palavra de que...
(Promessa de não vender).
Imagem e Som
Você não imagina, por vezes,
Sobre o som e a imagem?
Azul, azul elétrico
Essa é a cor do meu quarto
Onde eu vou viver.
Azul, azul.
Todas cortinas extraídas, durante todo o dia
Nada de ler, nada a dizer
Azul, azul.
E eu vou sentar a direita para baixo
Esperando o dom do som e da visão
E eu vou sentar
Esperando o dom do som e da visão
Acumulando em minha solidão
Ao longo da minha cabeça
Você não imagina, por vezes,
Sobre o som e a imagem?
Sobre o som e a imagem?
Azul, azul elétrico
Essa é a cor do meu quarto
Onde eu vou viver.
Azul, azul.
Todas cortinas extraídas, durante todo o dia
Nada de ler, nada a dizer
Azul, azul.
E eu vou sentar a direita para baixo
Esperando o dom do som e da visão
E eu vou sentar
Esperando o dom do som e da visão
Acumulando em minha solidão
Ao longo da minha cabeça
Você não imagina, por vezes,
Sobre o som e a imagem?
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